Você Chegou
Tarde agradável de primavera, na
verdade quase verão. Eu entrava no elevador do prédio onde moro, acompanhada de
minha filha Brenda, de sete anos. Havia buscado minha bailarina na aula de
dança e conversávamos animadamente. Elevador parou no sexto andar, o nosso. Ao
abrir a porta, quase bati nele! Fiquei intrigada, pois não o conhecia. E nem o
menino que estava com ele.
– Ai! Desculpe! Machuquei você?
– De forma alguma!
Minha filha reconheceu o garotinho;
– Paolo!
– Brenda!
– Mas parece que nossos filhos se
conhecem! É sua filha, correto?
– É sim! E o Paolo é seu!
– Exato! Nos mudamos ontem, ainda
não conversamos com ninguém aqui do condomínio. Moro no 602 . Me chamo
Hendrigo.
– Prazer, sou Rebecca, do 601.
Ofereci a mão para um aperto e ele a tocou delicadamente e aproximou dos seus lábios,
sem tocar, educadamente. E aquele belo sotaque italiano completava seu charme.
Cabelos castanhos, um pouco longos, olhos verdes. Deveria medir entre 1,85 e 1,90,
barba não muito regular. Em casa,
perguntei à minha filha se Paolo era da sua sala e ela confirmou. Disse que era
coleguinha novo, o “italianinho”, como a turma o chamava. Segundo Brenda, Paolo
não tinha mãe, era só ele e o pai.
No dia seguinte, nos encontramos
novamente no corredor. Ao irmos levar as crianças para a escola. Hendrigo me
disse o “buongiorno” mais lindo que eu já ouvi. Instantaneamente, nossos
olhares se encontraram, e eu hipnotizei com aqueles olhos castanhos. Fomos
interrompidos por Paolo e Brenda nos apressando. Eu sugeri de já que as
crianças estudavam juntas, de um dia eu levá-los e no outro Hendrigo, para não
sobrecarregar ninguém. Ele achou uma boa ideia. E naquela manhã já me ofereci
para levar nossos filhos, pois notei que Hendrigo estava um tanto atrapalhado.
Brenda e Paolo tornaram-se
inseparáveis. E eu cada vez mais orgulhosa do espírito de solidariedade de
minha filha. Ela o ajudava com as lições, o enturmava com as outras crianças do
prédio. Da mesma forma, sua mãe e o pai de Paolo estavam cada vez mais
próximos. Me senti atraída por ele desde em que o conheci e quase lhe bati com
a porta do elevador. Mas, como a princípio, não senti muita receptividade a não
ser uma amizade, tentei ser o mais discreta que pude. E de mais a mais, após
uma péssima experiência de um casamento abusivo que só eu sabia o quanto havia
me custado para conseguir me livrar, o assunto homens era a última coisa em que
eu gostaria de pensar Então, por que eu não parava de pensar naquele italiano
maravilhoso? Tentei me concentrar no trabalho. Sou advogada criminalista e
estava próxima de atuar na defesa de Vivien Fox, acusada de matar a
companheira. Eu estava convicta da sua absolvição. Afinal, foi legítima defesa.
Só que não conseguia prestar atenção em nada. Numa tarde quente e de bastante
sol, resolvi colocar um biquíni, pegar Brenda e ir para a piscina do
condomínio, Eu raramente frequentava aquela área, mas o calor estava escaldante
Vesti meu biquíni e saída de banho pretos e lá fomos! Brenda logo avistou Paolo
sentadinho na borda da piscina. Ela se soltou da minha mão e correu ao encontro
do amigo. Na água estava Hendrigo. Que homem era aquele? Que corpo! Usava uma
sunga preta. Ele todo molhado, juro que me paralisou. Nossa! Logo eu! Tão
controlada em minhas reações. Puxei uma daquelas camas para tomar banho de sol,
tirei a saída de banho e me instalei! Vi que a cadeira ao lado da minha estava
ocupada.. Logo senti pingos d’água em minhas pernas:
– Oh! Scusa!
– Oi! Sem problemas! Como vai?
–Bene, Grazie!
– Então, gostando do nosso país?
– Sim! – Me respondeu com aquele sotaque
encantador. Já sabia falar algumas coisas na nossa língua.. Também pude notar
que ele me olhava de cima a baixo. Ele não disfarçava
– Puxa! Que bom! A Itália também é
um país lindíssimo!
– Sì, lo è! – Notei que nossos olhos
se cruzaram. Senti algo que nunca mais sentira. Um calor, o coração batendo
irregular. Disfarcei. Olhei em direção à piscina para cuidar as crianças. A
conversa com Hendrigo enquanto nossos filhos brincavam na piscina seguiu
interessantíssima. Resolvi convidar pai e filho para um lanche em minha casa.
Hendrigo fez charme, dizendo que não queria dar trabalho, mas, tanta insistência
de Paolo o fez aceitar o convite.
– Só precisamos de um banho e trocar
as roupas.
– Ok! Somos vizinhos de porta, é só
bater.
Preparei um lanche delicioso. Minha
empregada Bertha estava de licença, tinha feito uma cirurgia. O que significava
que eu estava realizando jornada tripla: trabalho, casa e filha. E incursões na
cozinha faziam parte destes afazeres. Logo Hendrigo e Paolo chegaram. Brenda
levou o amigo para a sala de TV onde assistia a um desenho animado. Hendrigo
estava estonteante com uma camisa polo azul clara e bermuda branca. Os cabelos
molhados e penteados, mostrando que recém saíra do banho o deixavam ainda mais
sexy. Eu optei por um simples vestido de
alcinhas com estampa de borboleta. Conversamos enquanto ele me ajudava a
arrumar a mesa. Fiquei sabendo eu ele era funcionário de uma multinacional do
ramo da informática com sede em Milão e Hendrigo viera para gerenciar uma
filial em nosso país. Falou um pouco também sobre sua vida pessoal. Contou que na
verdade, a mãe de Paolo não morrera. Ela simplesmente desapareceu após o
divórcio, quando o filho tinha apenas dois anos de idade. Um guardanapo caiu no
chão e nós dois nos abaixamos para juntar. Nossas mãos se tocaram, nos olhamos
e não resistimos! Nos beijamos! Nunca um homem me beijou daquele jeito. Quente,
com a sofreguidão de quem há tempos não beijava uma mulher. Nos assustamos com
tamanho desejo. Chamei as crianças e sentamos para lanchar. Não conseguíamos
parar de nos olhar, tentando entender o que estava acontecendo. Depois de
comermos, Brenda e Paolo pediram para irem brincar no play. Nós dois
permitimos. Eu precisava ficar sozinha com Hendrigo, Fui lavar a louça e ele
não permitiu, disse que era um abuso eu ter preparado aquele lanche tão gostoso
e ainda ter de ir para a pia. Colocamos tudo dentro da cuba. Nossos corpos se
aproximaram, nossas bocas se encontraram num frenético roçar de línguas. Senti
suas mãos em minha cintura. Um suave e quente beijo no pescoço Nossos corpos se
aproximaram ainda mais, a ponto de eu sentir, em minhas nádegas, sua excitação.
Ele ousou e tocou meus seios com uma das mãos enquanto com a outra acariciava,
por dentro da calcinha, a minha parte mais íntima. Virei de frente para ele e o
beijei enquanto nossas intimidades brincavam uma com a outra. Eu estava louca
com cada beijo, cada toque. Ele me agarrou pelo quadril e estremeci. .Um lapso
de lucidez! Esqueci completamente se havia trancado a porta após as crianças
descerem. Ele me olhou com cara de protesto por eu ter quebrado o clima:
– Perché?
– As crianças podem chegar! – respondi
entre beijos.
No dia seguinte, no trabalho, estava
difícil me concentrar! Precisava planejar muito bem a defesa da Vivien, pois o
julgamento estava próximo e eu só conseguia pensar naquele italiano, na tarde
anterior. O que ele fez comigo? Me
enfeitiçou? Foi quando meu celular tocou. Era Hendrigo. Meu coração bateu na
boca:
– Alõ
– Oi! Scusa por ligar para vostro
lavoro. Mas io queria te convidar para jantar. Aceita?
Aceito! Só preciso falar com minha
mãe para ela ficar com a Brenda. E você, tem com quem deixar o Paolo?
– Non proprio.
– Como?
– Na verdade não. – falou com aquela
mistura de português e italiano que me deixou louca.
– Vou pedir à minha mãe para ficar
com a Brenda. Acho que ela não vai se incomodar de também ficar com o Paolo.
À noite, me preparei para jantar com
meu italiano. Minha mãe ficou na minha casa com Paolo e Brenda. Mamãe era a
maior incentivadora de um recomeço da minha vida amorosa. Então, estava tudo
bem. Eu escolhi um vestido vermelho que deixava minhas costas expostas e uma
sandália de salto da mesma cor. Quando cheguei ao restaurante, uma gostosa
cantina italiana num bairro próximo, Hendrigo já me aguardava. Ele vestia
camisa branca e calça social preta. Estava lindo! Ele puxou a cadeira para que
eu sentasse. Coisa que sinceramente, eu não imaginava que algum homem ainda
fizesse. Escolhemos um vinho e o jantar, um canelone delicioso. Nossos olhares
não se desviaram. Nossas mãos se tocaram e nossas bocas se aproximaram em um
beijo cheio de desejo. Terminamos de comer e ele perguntou se eu queria ir para
casa. Perguntei se essa era a vontade dele. Outro beijo. Eu já sabia a resposta
e ele também. Chamamos um Uber e Fomos para um lugar que eu conhecia dos tempos
de casada. Um motel não muito grande, porém, agradabilíssimo. Com suítes
temáticas. Mas escolhemos um quarto mais simples e aconchegante. Uma banheira
de hidromassagem, espelhos... Afinal, o cenário era o que menos importava.
Entramos e já começamos a nos beijar e nos tocar. O cheiro dele era
enlouquecedor! Que perfume! E as mãos!
Em instantes estávamos despidos. Ele tocou meus seios e minha intimidade. Chegou
o grande momento! Ele me penetrou e logo chegamos ao clímax. Depois dormimos um
gostoso sono. Voltamos para casa na manhã seguinte. As crianças ainda dormiam.
Hendrigo foi para seu apartamento aguardar Paolo. Minha mãe fizera um delicioso
café da manhã. Quis saber de todos os detalhes da minha noite. Conversamos enquanto tomávamos uma xícara de café preto. Me abri com minha mãe, eu estava
apaixonada! E o melhor, era correspondida.
Adorei! 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼
ResponderExcluirObrigada Day! 😍😍😍😍😍😍
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